O piso elevado metálico antichamas é procurado principalmente em projetos que exigem segurança, resistência, organização da infraestrutura e facilidade de manutenção. Data centers, CPDs, salas de servidores, centros de controle e ambientes corporativos estão entre suas principais aplicações.
Entretanto, a expressão “antichamas” precisa ser utilizada com cuidado. A placa de aço é apenas um dos componentes do piso elevado. Para avaliar corretamente o comportamento do sistema em uma situação de incêndio, é necessário considerar também o enchimento, o revestimento, os pedestais, as longarinas e os materiais instalados no vão técnico.
Portanto, não basta afirmar que uma placa metálica não pega fogo. O desempenho deve ser analisado de acordo com a composição completa do sistema, as exigências da edificação e a documentação técnica dos materiais especificados.
O que é um piso elevado metálico antichamas?
O piso elevado metálico é um sistema modular formado por placas de aço instaladas sobre pedestais reguláveis. Dependendo da altura, da carga prevista e das condições do projeto, a estrutura também pode utilizar longarinas e reforços adicionais.
As placas metálicas podem possuir preenchimentos minerais ou cimentícios, como concreto celular, que contribuem para características de resistência, estabilidade e comportamento ao fogo.
O conjunto cria um espaço técnico, também chamado de plenum, entre a laje e o piso acabado. Esse vão pode ser utilizado para distribuir cabeamentos elétricos, redes de dados, fibra óptica, sistemas de comunicação e, quando previsto no projeto, componentes de climatização.
Quando existem requisitos específicos de proteção contra incêndio, todos os produtos utilizados precisam apresentar características compatíveis com a aplicação.
“Antichamas” significa que o piso é à prova de fogo?
Não necessariamente.
O termo “antichamas” é utilizado comercialmente para identificar materiais ou sistemas desenvolvidos para limitar a ignição ou a propagação das chamas. Isso não significa que todo o piso elevado possa ser automaticamente classificado como “à prova de fogo”.
Tecnicamente, podem ser avaliados parâmetros como:
- Reação ao fogo;
- Propagação superficial das chamas;
- Geração e densidade de fumaça;
- Combustibilidade dos materiais;
- Resistência ao fogo, quando aplicável;
- Condição final de utilização do produto;
- Compatibilidade entre placa, enchimento e revestimento.
As normas de Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento adotadas pelos Corpos de Bombeiros tratam os revestimentos de piso de acordo com seu comportamento diante do fogo e com base em métodos padronizados de ensaio. Uma referência técnica atual pode ser consultada na Norma Técnica do Corpo de Bombeiros sobre materiais de acabamento e revestimento.
Como as exigências podem variar conforme o estado, a ocupação e as características da edificação, a especificação deve ser acompanhada pelo responsável técnico do projeto.
A placa metálica pega fogo?
O aço utilizado na fabricação das placas é considerado um material não combustível. No entanto, essa característica isolada não permite classificar automaticamente todo o piso elevado como resistente ao fogo.
Um sistema completo também pode conter:
- Preenchimentos minerais ou cimentícios;
- Revestimentos aplicados sobre as placas;
- Elementos de acabamento;
- Pedestais e longarinas;
- Cabos elétricos;
- Cabeamentos de dados;
- Materiais de isolamento;
- Componentes instalados no plenum.
O comportamento de cada elemento pode influenciar o desempenho final. Por isso, a avaliação deve considerar o sistema exatamente como será instalado e utilizado na edificação.
Por que o comportamento ao fogo é importante?
O espaço existente sob o piso elevado pode concentrar uma quantidade significativa de instalações elétricas e de tecnologia.
Em ambientes como data centers, CPDs, salas de servidores e centros de controle, a continuidade operacional e a proteção dos equipamentos são fatores críticos. Um incidente pode causar interrupções, perda de informações, danos a equipamentos e prejuízos para a operação.
A escolha de materiais corretamente especificados ajuda a reduzir riscos, mas precisa fazer parte de uma estratégia mais ampla de segurança contra incêndio.
Essa estratégia também pode envolver:
- Instalações elétricas dimensionadas adequadamente;
- Organização e separação dos cabeamentos;
- Sistemas de detecção;
- Compartimentação;
- Aterramento;
- Controle de fumaça;
- Sistemas de combate a incêndio;
- Rotinas de inspeção e manutenção.
O piso elevado não substitui nenhuma dessas medidas. Ele deve estar integrado ao projeto técnico da edificação.
O revestimento também precisa ser avaliado?
Sim. O revestimento representa a superfície exposta do piso e pode apresentar comportamento diferente da placa metálica instalada abaixo dele.
Entre os revestimentos para pisos elevados estão:
- Carpete em placas;
- Piso vinílico técnico;
- Laminado melamínico;
- Revestimentos antiestáticos;
- Outros acabamentos compatíveis com o sistema.
Quando o projeto possui exigências de segurança contra incêndio, o revestimento deve ser escolhido considerando sua classificação de reação ao fogo e os documentos técnicos correspondentes.
Em CPDs, data centers e salas com equipamentos eletrônicos, também podem existir requisitos relacionados ao controle de eletricidade estática. Nesses casos, o acabamento deve ser especificado de acordo com as condições operacionais do ambiente.
Não é tecnicamente correto avaliar somente a placa metálica e desconsiderar o revestimento que será instalado sobre ela.
Onde o piso elevado metálico antichamas pode ser utilizado?
O sistema pode ser especificado para ambientes que exigem infraestrutura organizada, resistência e atenção especial aos materiais empregados.
Entre as aplicações estão:
- Data centers;
- Centros de Processamento de Dados;
- Salas de servidores;
- Centros de controle e monitoramento;
- Salas técnicas;
- Escritórios corporativos;
- Instituições financeiras;
- Hospitais;
- Centros de telecomunicações;
- Instalações industriais;
- Ambientes com grande concentração de equipamentos eletrônicos.
A escolha deve considerar a utilização do espaço, as cargas previstas, a altura necessária, a frequência de manutenção e as exigências de segurança estabelecidas para a edificação.
Piso elevado metálico é indicado para data centers e CPDs?
Sim. O piso elevado metálico é uma das soluções utilizadas em ambientes de tecnologia porque cria um espaço técnico acessível e facilita a organização das instalações.
As placas removíveis permitem acessar cabeamentos e demais componentes durante manutenções, ampliações ou alterações na infraestrutura. Essa modularidade reduz a necessidade de intervenções permanentes na laje ou no piso convencional.
A estrutura também pode ser dimensionada para suportar equipamentos e racks, considerando cargas distribuídas e concentradas.
Entretanto, a especificação do piso elevado metálico para data centers e CPDs deve considerar outros aspectos, como:
- Peso e distribuição dos equipamentos;
- Altura do sistema;
- Necessidade de longarinas;
- Aterramento;
- Controle eletrostático;
- Organização do cabeamento;
- Estratégia de climatização;
- Proteção contra incêndio;
- Possibilidade de expansão futura.
Cada projeto apresenta condições diferentes e deve ser analisado individualmente.
Estrutura e segurança precisam trabalhar juntas
Além do comportamento ao fogo, o piso elevado metálico precisa apresentar estabilidade estrutural durante sua utilização.
Pedestais, placas e longarinas devem ser dimensionados conforme a altura do piso, a carga distribuída, a carga concentrada, a circulação de pessoas e os equipamentos instalados.
Em sistemas mais elevados ou submetidos a condições específicas, podem ser necessários reforços e contraventamentos adicionais.
Um material com bom comportamento ao fogo não compensa uma estrutura inadequada para as cargas previstas. Da mesma forma, uma estrutura resistente não elimina a necessidade de avaliar revestimentos, instalações e demais materiais presentes no ambiente.
Segurança contra incêndio e desempenho estrutural devem ser tratados como partes do mesmo projeto técnico.
Como escolher um piso elevado metálico seguro?
Antes da contratação, é recomendável levantar todas as informações do ambiente e solicitar a documentação aplicável aos produtos.
Entre os principais pontos de avaliação estão:
- Especificação técnica das placas;
- Composição e preenchimento;
- Capacidade de carga;
- Altura do piso elevado;
- Revestimento utilizado;
- Necessidade de pedestais, longarinas e reforços;
- Classificação de reação ao fogo, quando exigida;
- Relatórios ou laudos de ensaio;
- Condições do contrapiso;
- Compatibilidade com o projeto de segurança contra incêndio;
- Características dos equipamentos instalados;
- Necessidade de aterramento ou controle eletrostático.
Em projetos com exigências específicas, laudos, relatórios de ensaio e certificações devem ser verificados. A expressão comercial “antichamas”, utilizada isoladamente, não deve ser tratada como garantia suficiente de desempenho.
Solicite uma avaliação técnica para seu projeto
O piso elevado metálico pode oferecer resistência, organização e facilidade de acesso à infraestrutura. Porém, quando existem requisitos relacionados ao fogo, a especificação precisa considerar o conjunto completo.
Placas, preenchimento, revestimentos, pedestais, longarinas, cabeamentos e materiais instalados sob o piso devem ser compatíveis com as condições e exigências de cada ambiente.
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Entre em contato com a Perfect e envie as informações do seu projeto, como metragem, altura necessária, utilização do ambiente, equipamentos instalados, carga prevista e tipo de revestimento. A equipe poderá avaliar as necessidades e indicar uma configuração compatível com a aplicação.
Perguntas frequentes sobre piso elevado metálico antichamas
É um sistema de piso elevado composto por placas metálicas e estrutura modular, especificado com materiais que atendam aos requisitos de segurança contra incêndio definidos para determinado projeto. A avaliação deve considerar o conjunto completo, incluindo revestimento, enchimento e componentes estruturais.
Não é correto classificar automaticamente todo piso metálico como à prova de fogo. Embora o aço seja não combustível, o comportamento do sistema depende do preenchimento, do revestimento e dos demais materiais utilizados.
A escolha depende das exigências do ambiente. Podem ser utilizados revestimentos técnicos com características antiestáticas ou classificações específicas de reação ao fogo, desde que compatíveis com o sistema e documentados adequadamente.
Existem sistemas dimensionados para diferentes níveis de carga. A capacidade deve ser definida considerando peso, distribuição dos equipamentos, carga concentrada, altura do piso e necessidade de reforços estruturais.
Dependendo das exigências do projeto, podem ser necessários fichas técnicas, laudos, relatórios de ensaio, certificações e documentos relacionados à classificação de reação ao fogo. O responsável técnico deve indicar os documentos aplicáveis.